quinta-feira, 24 de outubro de 2013


Atiro a âncora, estou no fundo do mar cor de rosa de Jose Elffer. Tiro a roupa, estou entre os peixes carnavalescos, sou só fundo de tipos, algo está bem diferente da falta de moral, mas escorrega no opróbrio, cede ao insano, mas abre flor de nossa senhora e busco Eva e busco Adão e vejo velas em que me levas às margens e dentro das margens deste rio desflorado no mar só há um só todo mundo de sílfides e outras enguias, e todo este fino trato no irreal desmorona a razão e fixa uma perplexa visão do geral para o particular, no miniaturizado mundo doce bosheniano em que José Elffer é mestre.
Palavrar uma tela elffer é dês-montar texto meu, e me faço fé cega faca amolada e aposto tudo: até cometer o erro de no indizível abrir a caixa do segredo sem adivinhá-lo, pois é segredo de concha de fundo de mar, onde dentro só há pérolas.


Roberto Massoni - 10/2013
                                           
                                                 

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